Terça-feira, 25 Abril 2017
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ROTEIRO TURISTICO EM CANUDOS

 

Canudos - Bahia.

Canudos – Bahia.

 

Conhecer os locais onde se travaram os combates da Guerra de Canudos, trilhando o roteiro das milícias republicanas e aproveitar a deslumbrante paisagem são algumas das opções para os turistas que visitam a cidade de Canudos, a 410 km de Salvador.

O povoado de Belo Monte, ou como é mais conhecido como Canudos Velha, fica à beira do rio Vaza Barris e é embaixo da água deste rio onde se encontra a segunda cidade de Canudos, que fora inundada  por ocasião da construção da barragem do açude de Cocorobó.

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Ruínas da Antiga Canudos, inundada pelo rio Vaza-Barris.

 

 

Mesmo sendo uma área castigada pela seca e economicamente pobre, a região tem belezas naturais realçadas pelas diversas serras, vegetação típica, aves  raras e  um  povo  com características marcantes. Ao chegar à cidade os turistas terão diversas  opções  para  explorar sobre  os episódios da guerra. Uma  excelente opção é o Memorial  de  Canudos, que  é  administrado  pela  Universidade Estadual da Bahia. Localizado no centro da Cidade, contêm muitos objetos da época da guerra e que foram encontrados nos sítios arqueológicos do Parque Estadual de Canudos, antiguidades raras, fotos, painéis e muitas outras curiosidades da Guerra de Canudos.

O Parque Estadual de Canudos é o palco onde aconteceram as batalhas e a movimentação das  tropas  do  exército.  Existem  guias  no  Memorial  do Antônio Conselheiro especializados no assunto para conduzir os turistas pelo PEC. Lá encontra-se sítios arqueológicos, cemitérios que serviam para enterros coletivos, entre outras curiosidades que irão mexer com a imaginação do visitante.

Com a seca a cidade submerge!

Com a seca a cidade submerge!

Depois vale a pena conferir o Jorrinho: Uma área de lazer muito interessante localizada nas proximidades do perímetro do Vaza-Barris, onde os banhistas tomam banho nas diversas bicas de água corrente, além do canal.  Recém reformado possui uma estrutura que conta com um quiosque – onde é vendido bebidas e tira-gostos, e ainda uma área de lazer com mesas de sinuca, etc. Serve também como palco de eventos como serestas, desfiles, bingos e outros. Recém reformado possui uma estrutura que conta com um quiosque – onde é vendido bebidas e tira-gostos, e ainda uma área de lazer com mesas de sinuca, etc. Serve também como palco de eventos como serestas, desfiles, bingos e outros.

Jorrinho. Banho de água fria!

Jorrinho. Banho de água fria!

Outro lugar em canudos em que o turista pode apreciar a paisagem exuberante, dar um mergulho no açude, dançar uma seresta, saborear um delicioso peixe-frito da hora,  acompanhado de uma cerveja bem gelada, são alguns dos atrativos da “prainha”. A prainha que há muito tempo já é freqüentada por banhistas, agora está mais atrativa: barracas foram instaladas no local.  Estas barracas  dispõem de som e as mais variadas bebidas. Por ali  também se apresentam grupos musicais. Um mergulho no açude de água doce e sem poluição, é inevitável.

À noite, por fim,  você ainda pode se diverti nos bares e praças da cidade, com tranquilidade e segurança típicas de uma cidade pacata do interior.

Como chegar:
As empresas de ônibus Marte/Falcão Real são as responsáveis pelo transporte de passageiros para a cidade de Canudos, você pode encontrar agências não só em Salvador, mas também em Feira de Santana, Juazeiro, Abaré, Euclides da Cunha (…). Já a Empresa Gontijo, que também possui agências em Salvador, pode lhe servir até a cidade de Euclides da Cunha ou Bendengó, que a partir daí deve-se fazer uma baldeação já que a Gontijo transporta passageiros de Euclides da Cunha/Uauá, passando por Bendengó, Canudos, Jeremoabo.

De Feira de Santana, a empresa Marte tem,  de Segunda a Sábado, ônibus direto para Canudos, saindo às 14:00hs

Uma opção melhor pode ser iniciar a viagem de Salvador e pegar um ônibus diretamente a Canudos. Esse trecho é também servido pela empresa Falcão Real, demora em média 6 horas e custa em volta de R$65. Os horários de partida foram 06:30, 10:30 e 21:55. A melhor opção desses seria o horário de 21:50, porque o calor do sertão é bem forte e nem todo carro da empresa tem ar.

Onde ficar:

Canudos tem pelo menos cinco hotéis/pousadas, possivelmente até mais. A média dos preços é seguinte:
R$50 – apartamento individual com ar e com café
R$80 – apartamento duplo com ar e com café
R$120 – apartamento triplo com ar e com café
Os apartamentos têm suíte, ar cordicionado e televisão 32pol.

Fonte: Hotel Canudos Palace * Há descontos para grupos.

Pousada Por-do-Sol: Eu não cheguei a visitar este pousada, porque no dia da nossa visita em Canudos, e pousada não tinha vagas. No entanto, segundo as pessoas da cidade essa pousada fica na periferia de Canudos em um ponto alto, oferecendo uma bela vista da cidade, do sertão e do por-do-sol. Para reservas e mais informações, pode ligar: 75-3494-2128

Hotel Brasil: este é o hotel onde a gente ficou. OS quartos são bem simples, mas tem tudo que é necessário. A gente escolheu ficar nos quartos sem ar já que as noites do sertão são geralmente bem fresquinhas. O dono, Carlinhos, foi bem legal com a gente, nos mostrou balas de matadeira e outros objetos da guerra de Canudos e contou algumas histórias. Aliás, a maioria das pessoas que moram hoje em Canudos Novo são descendentes da comunidade Canudense massacrada na guerra de Canudos e tem histórias para contar ou objetos para mostrar. O Hotel Brasil fica bem pertinho ao ponto de ônibus e o Memorial de Canudos, servindo bem para quem vem sem carro. Para reservas e mais informações, pode ligar: 75-3494-2039

Onde Comer:

  • Restaurante Pôr do Sol
Endereço: Acompanhamento do DNOCS Tel.: (75) 3494-2128
  • Restaurante Palace
Endereço: Avenida JK – Centro Telefone: (75) 3494-2623 / 9177-2250

 

 

A bala da matadeira.

A bala da matadeira.

 

O que ver e fazer:
Mesmo sendo uma cidade pequena e fora dos mais famosos roteiros turísticos, o Canudos tem muita coisa para oferecer ao visitante. Veja embaixo.

Memorial de Canudos
O Memorial encontra-se bem no centro do Canudos Novo e inclui um museu recém-reformado e um jardim bem-cuidado com plantas típicas do sertão. O museu oferece fotos antigas, recortes de jornais, objectos da guerra, livros e documentários sobre a história de Canudos, e uma boa coleção de obrs de arte tratando das personagens famosas da história de Canudos. Negociando com o pessoal do museu pode ser possível ver alguns dos documentários dento do próprio museu. A única dificuldade é que os dirigentes do museu nem sempre estão presentes e dependendo da sorte, você encontra apenas o jardineiro e os guardas. Os guardas, no entanto, são pessoas legais e têm inúmeras histórias para contar. O jardim é muito lindo, com muitas plantas etiquetadas e no centro do jardim encontra-se uma enorme estátua de Antônio Conselheiro. Os guardas do museu podem te contar um monte de hirtórias sobre as plantas, inclusive o cabeça do frade – uma excelente fonte de água no caso de sede, a faveleira – a arvore que deu seu nome às favelas do Rio, o xique-xique que pode ser cozido e comido como legume, e o enorme mandacaru que parece muito com as imagens típicas do Mexico. A entrada para o museu é de graça (assim como todas as outras atrações de Canudos).

 

Memorial de Canudos.

Memorial de Canudos.

 

 

Memorial de Canudos.

Memorial de Canudos.

 

Memorial de Canudos.

Memorial de Canudos.

 

Memorial de Canudos.

Memorial de Canudos.

 

 

Estátua de Antônio Conselheiro.

Estátua de Antônio Conselheiro.

 

Folha da faveleira.

Folha da faveleira.

 

Mandacaru.

Mandacaru.

 

 

Parque Estadual de Canudos
O Canudos de hoje, na verdade, não é o Canudos original. Após ser destruido no massacre de Canudos, o local oroginal do povoado foi inundado na criação de um açude no rio Vazabarris. A maior parte do antigo povoado e local d a guerra ficam hoje embaixo da água e reaparecem só nos anos de grandes secas. A área que fica fora da água é protegida e incluida no Parque Estadual de Canudos. Dentro do Parque o visitante encontra vários lugares ainda exibindo as marcas da guerra (ossos humanos, trincheira dos conselheiristas, etc), vista impressionantes para o sertão, encontros com um monte de bois e bodes que ainda moram no parque, e um monte de calor infernal. Não esqueça trazer um boné, protetor solar e muita água, pois o sol do sertão não está de brincadeira.

Para visitar o parque e ter uma experiência boa, você precisará de duas coisas:
1. Um carro. A entrada ao parque fica uns 8-10km da atual cidade de Canudos e o parque é enorme. Portanto, não é acessível a pé. Se você não tem carro, pode contratar um taxi na cidade de Canudos. O nosso grupo de cinco (5 além do motorista) pagou R$10 por pessoa para o taxista levar o pessoal até o parque, esperar em volta de 1 hora enquanto a gente passeava pelo parque, e ainda parar num outro ponto de interesse no caminho de volta.
2. Um guia. Para encontrar os lugares certos dentro do parque e ouvir um monte de histórias sobre cada detalhe seria bom ir com um guia. Teoricamente tem guias disponíveis no museu do Memorial de Canudos, mas durante a nossa visita e gente encontrou só os guardas. O sistema de guias é ainda tão desorganizado que os guardas não sabiam nos informar quando e onde poderiamos encontrar os guias oficiais (pelo que eu entendi, seriam dois) e quanto custaria um passeio com eles. No entanto, tivemos uma sorte maior quando um dos guardas nos apresentou a uma pessoa chamada “o poeta”. José Américo Amorim é um poeta de Canudos e possívelmente a pessoa mais apaixonada pela história de Canudos. Motivado só pela boa vontade e paixão dele, o poeta nos levou no Parque, mostrou um monte de coisas interessantes, contou histórias que não se encontra nos livros, e até recitou algumas poesias dele sobre o massacre e as pessoas de Canudos Velho. (As poesias foram lindas… mais lindas ainda na hora de serem recitadas no meio do sertão, embaixo do sol ardente e entre as terras Canudenses). Depois do passeio no Parque, o poeta ainda nos levou para vários outros pontos de interessa na cidade (bem, em todos que estão incluidos neste blog). Sugiro que qualquer pessoa querendo ter uma experiência bem legal em Canudos procure o poeta para guiar os passeios. (A gente acabou encontrando um dos guias oficiais mais tarde e não sentiu bem a mesma paixão e energia nele). Além do preço de taxi, será necessário pagar alguma quantia também ao guia. Os guardas do museu não sabiam nos informar sobre os valores oficiais e o poeta nem pediu grana. No entanto, a boa vontade de ninguém deveria ser aproveitada e uma contribuição de R$10-R$30 por pessoa (dependendo da qualidade e duração do passeio) seria apropriada. Querendo passear com o poeta em vez dos guias oficiais, pode encontrar o rapaz simplesmente perguntando aos guardas do museu ou quase qualquer pessoa na cidade (o lugar é suficientemente pequeno e o cara é suficientemente famoso para que quase todo mundo saiba onde encontrá-lo). Mas preste atenção – se perguntar aos guias oficiais do museu do Memorial, eles gostam de falar que “o poeta está viajando” para não perder um grupo de turistas.

 

 

Parque Estadual de Canudos.

Parque Estadual de Canudos.

 

Parque Estadual de Canudos.

Parque Estadual de Canudos.

 

Parque Estadual de Canudos.

Parque Estadual de Canudos.

 

Parque Estadual de Canudos.

Parque Estadual de Canudos.

 

Parque Estadual de Canudos.

Parque Estadual de Canudos.

 

 

Serra do Mirante
No caminho de volta do Parque Estadual de Canudos, peça ao motorista fazer uma parada na Serra do Mirante (uma mototaxi também pode te levar de Canudos Novo até lá por alguns reais). Serra do Mirante fica no topo de uma montanhazinha e oferece uma vista de quase 360 graus para a cidade de Canudos e o sertão. A gente foi de manhã, mas o lugar deve ser mais legal ainda na hora de por-do-sol. Na Serra você encontra também mais uma estátua de Antônio Conselheiro, a replica de uma capela da época e um barzinho básico.

 

A vista da Serra do Mirante.

A vista da Serra do Mirante.

 

A estátua do Antonio Conselheiro na Serra do Mirante.

A estátua do Antonio Conselheiro na Serra do Mirante.

 

 

 

Serra do Mirante.

Serra do Mirante.

 

Estação Biológica de Canudos
Perto da cidade de Canudos tem também uma reserva natural que serve como área de proteção para uma população de araras azul de lear (passaros lindos e extremamente raros). Durante a nossa visita a reserva estva fechada para férias, mas durante o resto do ano é possivel arranjar visitar à reserva para observar os passaros (uma autorização prévia de IBAMA será necessária, mas pelo que eu entendi, pode ser possível chegar bem perto da reserva e ver os passaros também sem entrar; os guardas do museu do Memorial sambem mais sobre isso). A reserva é mantida por uma organização chamada Biodiversitas (http://www.biodiversitas.org.br/canudos/) e mais informações estão disponíveis com eles.

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Instituto Popular Memorial de Canudos
O Instituto Popular Memorial de Canudos encontra-se bem no centro de Canudos, dentro de uma capela e prédio anexo. A capela tem uma cruz original do Canudos Velho (da época de Conselheiro) e a madeira que foi comprada pelo conselheiro para a construção de uma nova capela. Essa madeira não foi entrega na época, servindo como uma das causas para o início do massacre (a madeira chegou em Canudos quase 100 anos mais tarde e fica hoje com o Instituto). O guarda da capela e o poeta podem contar essa história com muito mais detalhes (vale a pena ouvir!). O prédio anexo tem uma coleção de fotos, obras de arte, recortes de jornais, e também alguns livros para venda.

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Jorrinho
Após de todas as visitas aos sítios históricos é uma boa idéia conhecer também o jorrinho. O jorrinho é uma área de lazer um pouquinho fora da cidade de Canudos, ao lado da barragem do rio Vazabarris. Além de água gelada jorrando dos canos conectados à barrage, o jorrinho tem mesa de fussball e de sinuca, um barzinho e uma loja de lembrancinhas. O lugar é charmoso e excelente para uma tarde relaxante com água, amigos, uma geladinha e muito papo. O jorrinho fica uns 1,5km fora da cidade e a corrida de mototaxi até lá é R$2.

 

Jorrinho.

Jorrinho.

 

Jorrinho.

Jorrinho.

 

Jorrinho.

Jorrinho.

 

Jorrinho.

Jorrinho.

 

Jorrinho.

Jorrinho.

 

Jorrinho.

Jorrinho.

 

Prainha
Outro lugar para curtir a água é a tal de “prainha” – uma área de areia na beira do açude. O lugar não tem nenhuma infra-estrutura e portanto serve melhor àqueles que querem curtir uma paz e solidão.

Prainha.

Prainha.

 

5 de outubro
Essa é a data da celebração da história de Canudos. Nesse dia tem muitas festas e um desfile de personagens históricas. As reservas de hotéis devem ser feitas com bastante antecedência.

Carne de bode
Parece que em Canudos tem mais bode do que gente e o povo de lá adora comer a carne de bode. Vale a pena experimentar. Para saber quais restaurantes estão servindo a carne de bode, pode-se perguntar a qualquer pessoa na rua ou observar as carnes penduradas no sol em frente de alguns restaurantes.

 

As Cabras e os Bodes são animais típicos da Região e da Gastronomia Local.

As Cabras e os Bodes são animais típicos da Região e da Gastronomia Local.

 

 

Carne de bode secando no sol.

Carne de bode secando no sol.

 

Sexta-feira
é dia de feira. Para conhecer os produtos típicos é bom passar a manhã de sexta em Canudos. A feira ocorre bem na avenida central da cidade e vai das 6h de manhã até umas 15h de tarde.

Matéria Original, com atualizações de canudosnet.com:

https://guiadosertao.wordpress.com/2010/01/11/canudos-3/

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