Sábado, 18 Novembro 2017
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Rica em história, Salvador atrai pela tradição; conheça pontos turísticos

Perto de celebrar 466 anos, capital também se destaca pela beleza natural.
G1 listou locais mais procurados na capital e contou um pouco da história.

Salvador_BA

Rica em história e beleza natural, Salvador é lembrada em todos os lugares do mundo por seus diversos pontos turísticos. Os edifícios antigos, as praias paradisíacas e a arquitetura de suas igrejas despertam a curiosidade e o interesse não somente de baianos e turistas, como também de artistas internacionais, que não perderam a oportunidade de conhecer uma das cidades mais belas do país.

No dia 29 de março de 2015 a capital baiana irá completar 466 anos. Para comemorar a data, o G1 listou e contou um pouco da história dos principais pontos turísticos da cidade, locais que não somente contam a história do município, mas também a de baianos e turistas que tiveram a  oportunidade de contemplá-los.

Elevador Lacerda

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Elevador Lacerda é principal ligação entre a Cidade Baixa e a Cidade Alta (Foto: Egi Santana/G1)

 

Com 72 metros e duas torres, o Elevador Lacerda foi idealizado pelo baiano Antônio de Lacerda em 1869 e levou quatro anos para ficar pronto. Inicialmente, o objetivo do transporte não era apenas ligar a parte baixa e alta de Salvador, mas também facilitar o transporte para o sul, sentido em que a cidade se expandia, articulando o elevador com as linhas de bonde.

O elevador, que se encontra entre o Centro Histórico e a Cidade Baixa, conta com quatro cabines eletrificadas que comportam 32 passageiros cada uma, com um tempo de permanência de 22 segundos de viagem.

Segundo a Prefeitura de Salvador, cerca de 900 mil passageiros são transportados por mês ou, em média, 28 mil pessoas por dia ao custo de R$ 0,15. O espaço foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 2006.

Farol da Barra

Farol da Barra tem uma das praias mais frequentadas na capital baiana (Foto: Egi Santana / G1)

Farol da Barra tem uma das praias mais frequentadas na capital baiana (Foto: Egi Santana / G1)

Um dos cartões postais mais conhecidos da cidade, o Forte de Santo Antônio da Barra, popularmente conhecido como Farol da Barra, está situado no bairro da Barra, orla da cidade, e foi construído em 1534.

Dentro está instalado o Museu Náutico da Bahia, único do gênero em todo o estado, que reúne acervo de achados arqueológicos submarinos, uma coleção de instrumentos de navegação e sinalização náutica, maquetes, miniaturas. A visitação custa R$ 12. Estudante tem direito a meia entrada, e a visita pode ser realizada de terça-feira a domingo.

O Forte de Santo Antônio da Barra tem esse nome porque, antes de se transformar em museu, foi habitado por três famílias que trabalhavam no local e que eram devotos de Santo Antônio, assim como toda a comunidade no entorno.

No total, o Farol tem 22 metros de altura e sua luz pode ser vista a 60 km de distância. Internamente, o espaço tem 81 escadas, toda em espiral, com piso antiderrapante e, em altura correspondente a sete andares.

Dique do Tororó

 

Dique do Tororó costuma receber famílias inteiras para passeios aos domingos (Foto: Egi Santana/G1)

Dique do Tororó costuma receber famílias inteiras para passeios aos domingos (Foto: Egi Santana/G1)

Fazer atividades físicas, passear ou simplemente contemplar um espelho d’água de cerca de 110 mil metros quadrados. Essas são algumas das formas que baianos e turistas podem desfrutar do Dique do Tororó, um dos principais pontos turísticos de Salvador e que fica entre os bairros do Tororó, Engenho Velho de Brotas e Garcia.

O Dique, como é conhecido, foi construído por holandeses no século XVIII. Desde a época de criação, passou por sucessivas reformas, sendo a principal em 1998, quando ganhou novos equipamentos de esporte e lazer, anfiteatro, centros comunitários e restaurantes, além de 12 esculturas de orixás assinadas pelo artista plástico Tati Moreno.

O manancial natural também fica próximo de um dos mais belos estádios de futebol do país: A Arena Fonte Nova. O empreendimento disponibiliza ao público visitações de terça-feira a domingo, com a entrada de R$ 20, sendo que estudantes, idosos e portadores de necessidades especiais pagam o valor pela metade.

Baía de Todos-os-Santos

Baía de Todos-os-Santos abriga ilhas ao redor de Salvador, que encantam os turistas (Foto: Ruan Melo/G1)

Baía de Todos-os-Santos abriga ilhas ao redor de Salvador, que encantam os turistas (Foto: Ruan Melo/G1)

 

A maior baía do país e a segunda maior do mundo, atrás apenas do Golfo de Bengala, no Oceano Índico, data do ano de 1501, quando as primeiras embarcações colonizadoras navegaram pelas suas águas amplas. O “grande mar” foi batizado em razão da expedição, que data do dia 1º de novembro, Dia de Todos os Santos. A baía Tupinambá, tradução de “kirimurê”, batismo dado pelo povo indígena, abrange 1.233 km de extensão e mais de 50 ilhas.

O seu mar de águas calmas e cristalinas é coberto em sua volta pela Mata Atlântica em contraste com os vastos manguezais, restingas e recifes de corais. Considerada a Amazônia Azul, dessas águas saem a subsistência de ribeirinhos e pescadores, bem como servem de “piscinas” particulares de píers de prédios de luxo situados no Corredor da Vitória, em Salvador.

[Confira tudo sobre a história da baía no especial do G1].

Pelourinho

 

Pelourinho, em Salvador, é um dos principais atrativos para quem visita a cidade (Foto: Fernando Chiriboga)

Pelourinho, em Salvador, é um dos principais atrativos para quem visita a cidade (Foto: Fernando Chiriboga)

 

 

Considerado Patrimônio Cultural da Humanidade e tombado pela Unesco em 1985, o Pelourinho, situado no Centro Histórico de Salvador, é formado por uma praça cercada por várias casas antigas, no estilo colonial. Durante a época da escravidão, era o lugar onde os escravos eram castigados.

O Pelourinho conta com diversos casarões e igrejas antigas, como a do Rosário dos Homens Pretos e a Catedral Basílica, além de feiras de artesanato, restaurantes com culinária baiana e centros culturais. As suas belezas também despertaram o interesse de diversos artistas brasileiros e estrangeiros, que chegaram a visitar o local, a exemplo de Caetano Veloso, Paul Simon e Michael Jackson.

Igreja Basílica de Nosso Senhor do Bonfim

Basílica de Senhor do Bonfim recebe fiéis e visitantes durante o ano inteiro (Foto: Max Haack/Agecom)

Basílica de Senhor do Bonfim recebe fiéis e visitantes durante o ano inteiro (Foto: Max Haack/Agecom)

Fundada em 1772, a igreja mais popular da Bahia fica na Praça Senhor do Bonfim, no bairro do Bonfim, Cidade Baixa, em local conhecido como Colina Sagrada. O espaço pode ser visitado todos os dias, das 6h30 às 18h, exceto no domingo quando a visitação começa a partir das 9h. A entrada é gratuita.

A Igreja do Bonfim tem como tradição a lavagem das escadarias, que atrai milhares de peregrinos, fiéis e turistas na segunda quinta-feira do mês de janeiro, após o Dia de Reis. [Conheça aqui as principais igrejas da cidade].

Em sua arquitetura, a igreja tem a fachada parcialmente coberta por azulejos. O interior do templo foi construído em estilo neoclássico. Os portões que circundam o espaço são revestidos por milhares de fitinhas do Senhor do Bonfim, símbolos da fé baiana, colocados por fiéis de todo o mundo que visitam o local para fazer pedidos ao santo.

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco

 

Igreja de São Francisco, no Centro Histórico (Foto: Henrique Mendes/G1)

Igreja de São Francisco, no Centro Histórico
(Foto: Henrique Mendes/G1)

 

 

É uma das igrejas mais belas e antigas de Salvador, situada na Rua da Ordem Terceira, no Pelourinho, Centro Histórico. Fundada em 1703 e tombada em 1938 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), sua fachada é de estilo barroco, construída sob técnicas que transmitem sensações visuais de profundidade e sombra. A estrutura interna conta com 400 quilos de ouro.

O local também abriga o único conjunto de azulejaria portuguesa que representa a cidade de Lisboa, em Portugal, antes do terremoto de 1755. Baianos e turistas ainda podem encontrar na igreja a “Casa dos Santos”, espaço que guarda imagens em tamanho natural. Atualmente, a igreja não está aberta a visitação.

 

 

 

 

Mercado Modelo

Mercado Modelo, em Salvador (Foto: Egi Santana/G1)

Mercado Modelo, em Salvador (Foto: Egi Santana/G1)

 

Tradicional centro de comercialização de produtos artesanais, o Mercado Modelo da Bahia, situado no bairro do Comércio, dispõe de uma variedade de artigos: redes, instrumentos musicais típicos, entalhes em madeira de inspiração africana, rendas e cestarias da Ilha de Maré, bordados e trançados, bijuterias e adereços, objetos de decoração e utilitários. Ao todo, o prédio dispõe de 263 lojas, entre elas, dois restaurantes e diversos mini-bares e mini-restaurantes. O espaço está aberto de segunda a sábado das 9h às 19h, e domingos e feriados das 9h às 14h.

O primeiro Imóvel que sediou o Mercado Modelo foi inaugurado em 1912. O espaço sofreu com grandes incêndios, o primeiro em 1922 e o segundo em 1969, sendo que este último causou danos que fizeram com que as atividades comerciais fossem transferidas para em frente à área da Antiga Feira de Água de Meninos – hoje chamado Mercado Popular -, onde funcionou por dois anos. Em 1984, foi inaugurado o novo Mercado Modelo de estilo neoclássico, que preservou o plano arquitetônico original, coberto por concreto pré-moldado e telhas coloniais. O espaço foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1966.

Forte de São Marcelo

Forte de São Marcelo fica no meio da Baía de Todos-os-Santos, trecho de Salvador (Foto: Ascom/Iphan)

Forte de São Marcelo fica no meio da Baía de Todos-os-Santos, trecho de Salvador (Foto: Ascom/Iphan)

 

Situado no meio da Baía de Todos-os-Santos, o Forte de São Marcelo foi construído no século XVII como um baluarte de forma triangular. Somente depois da invasão holandesa, no ano de 1624, que ele foi edificado em alvenaria de pedra e ganhou sua forma circular. O espaço está temporariamente fechado para visitação.

O prédio, cuja função era proteger o centro da cidade colonial dos ataques marítimos estrangeiros, foi responsável pela guarda do porto. No final do século XVIII, o espaço serviu para prisão de estudantes e importantes personagens históricos, como o líder da Revolta dos Alfaiates, Cipriano Barata, e o general farroupilha Bento Gonçalves.

Fonte: http://g1.globo.com/bahia/

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