Segunda-feira, 29 Maio 2017
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PATRIMONIOS NATURAIS

Descubra Canudos: tudo de bom!

Linda vista da entrada do Parque Estadual de Canudos (PEC)

Linda vista da entrada do Parque Estadual de Canudos (PEC)

Principais Patrimônios Naturais e Turísticos 
Alto Alegre
Área de vegetação rasteira, palco de combates entre os crentes do Conselheiro e o exército republicano.

Alto do Angico
Área de vegetação rasteira; também palcos de combates entre os crentes do Conselheiro e o exército republicano.

Alto do Mário
Área bem diversificada, com rochas, barro e vegetação rasteira. Foi local de entrincheiramento das forças comandadas pelo Conselheiro.É um local-chave para quem deseja saber mais detalhes sobre a guerra de Canudos. Lá, pode-se encontrar ainda escavações que serviram de trincheiras para os jagunços que lutaram contra as forças republicanas.
Trata-se de uma elevação que possibilita uma visão panorâmica de onde existia a vila de Canudos. Daí a escolha dos soldados em acampar nesta área, onde montaram estrategicamente o canhão withworth 32 que, pelo seu poder de fogo e destruição, foi apelidado pelos jagunços de “a matadeira”.
Este mesmo canhão encontra-se hoje na praça Monsenhor Berenguer, principal de Monte Santo. Ele foi utilizado pela 4ª Expedição e, armado com todas as peças, pesava 1.500 Kg. O tubo e culatra medem 32 polegadas e, para transportá-lo durante a guerra, foi preciso um carro com tração de 20 bois.
Belo Monte
Aldeia de pescadores que fica bem próxima à área da antiga Canudos. A diversão das crianças do Alto do Alegre ainda é colecionar balas (de chumbo) pelo chão.
Ali funciona, numa casinha de apenas um cômodo, o Museu Histórico de Canudos, que guarda tudo que foi encontrado nestes últimos anos pelos lugares onde foram travados os combates e no que restou da cidade incendiada. Tem oratórios antigos, facões, punhais, capacetes de soldado, clavinotes, ferro de passar roupa, baú de couro, cartuchos de bala, máquinas de costura, fotos, ferradura de cavalos, além de outras peças, sem catalogação. Todo o acervo foi reunido por “Seu” Manoel Alves, mais conhecido como Manoel Travessa que, em 1971, chegou ao local e, desde então, se interessou em realizar este trabalho. Ele faz questão de enfatizar que faz isso sem ajuda institucional; ficou tão impressionado com a história da guerra de Canudos que começou a procurar e guardar tudo que se relacionava com o episódio.
Cidade Submersa
Uma das opções em Canudos é conhecer os locais onde aconteceram os combates e, se a água do açude estiver baixa, observar algumas partes da cidade submersa. 
 Cidade Submersa.

Cidade Submersa.

                 
Dá para ver as ruínas da igreja de Santo Antônio, do cemitério e o pedestal todo de concreto onde, por algum tempo, foi colocado o canhão apelidado pelos jagunços como “a matadeira”. 
Base onde ficava o Canhão

Base onde ficava o Canhão

Para chegar a este ponto do açude, o melhor caminho é ir por Bendegó, um pequeno povoado. Foi lá que no século passado caiu um meteorito que ficou conhecido como a pedra do Bendegó.
O marquês de Paranaguá, conselheiro de Estado e, na época, presidente da Sociedade Geográfica do Rio de Janeiro, foi a pessoa que em 1887 levou o meteorito do sertão para Salvador, mais tarde enviado para o Museu Nacional no Rio de Janeiro.
O meteorito pesa quase 5 toneladas e meia, é o 15º composto de ferro descoberto em todo o mundo e caiu próximo ao rio Bendegó, por isso tem este nome. Segundo os estudiosos, um meteorito da massa do Bendegó é uma peça valiosa para desvendar os mistérios do sistema solar.
 Cocorobó
Rio Vaza-Barris
Trata-se de um açude na bacia de Vaza-Barris, concluído em 1970, com capacidade total para 243 milhões de m³ de água. Usado pela comunidade para pescaria, passeios de barco e natação. Esconde sob suas águas o mítico arraial de Canudos.  
A Prainha faz parte do Rio Vaza Barris. Com uma vista deslubrante do rio e da paisagem  montanhosa, a prainha é ponto de atração!
Memorial de Canudos
O Memorial está localizado no centro da cidade. Nele podemos encontrar relíquias, peças e artefatos da época da guerra. É como viajar e voltar no tempo dos conflitos. Ótimo lugar para uma parada turística. 
Parque Estadual de Canudos
Região demarcada que corresponde ao local onde aconteceram as diversas batalhas e os combates, durante a guerra. O Parque Histórico de Canudos é uma reserva ecológica e histórica com área de 1.300 ha. Lá há ainda sítios históricos como o Riacho da Umburana, por cujo leito seco as tropas republicanas se deslocavam para Canudos, vindas da cidade de Queimadas, para evitar cruzar a caatinga, Serra do Cambaio, local onde aconteceram lances heróicos, Serra do Angico, próxima ao local da sepultura do Coronel Tamarindo e onde morreu o coronel da 3ª expedição, Moreira César. Também próximo à serra do Angico está o povoado do Rosário, antiga fazenda onde as tropas federais descansavam e se abasteciam de água.
Outros locais que fazem parte do parque são: Vale da Morte, palco de mais um combate, onde estão enterrados muitos corpos dos combatentes e a Lagoa do Cipó, que ficou conhecida como a Lagoa de Sangue. Contam que por lá morreram mais de 300 jagunços.
Perímetro do Vaza Barris
Com cerca de 15 km de extensão. A irrigação é feita por gravidade e os lotes são trabalhados principalmente por colonos da região. Nos lotes são produzidas sementes de frutos e hortaliças para exportação, além de muita banana.
Do alto da barragem do açude, a paisagem do Perímetro é bonita, avistando-se uma área com muito verde, por causa das algarobas (árvores que servem como alimentação para os animais), fazendo com que o local fique agradável para passeios e piqueniques. À margem do Perímetro Irrigado está um canal originário do açude, que funciona como uma piscina, onde foram instalados alguns chuveiros e um barzinho que funciona nos fins de semana, servindo peixe frito e bode assado.
O Jorrinho, como é chamado o local, é uma opção de lazer para os habitantes de Canudos e de várias cidades circunvizinhas, a apenas 3 km da sede.
Rio da Toca Velha
Conjuntos de morros de calcário de rara beleza. Além da rica vegetação, constituída por espécies como umbuzeiro, favela, mandacarus, macanbira e xiquexiques, é santuário de uma vida silvestre singular, destacando-se a presença da Arara-Azul-de-Lear, uma das espécies de aves mais ameaças de extensão na natureza.De rara beleza e rica vegetação, abriga espécies, como umbuzeiro, favela, mandacarus, macambira e xiquexiques. Este santuário é singular, destacando-se a presença da Arara-azul-de-lear, uma das espécies de aves mais ameaças de extinção.
  
 
A-Arara-azul-Lear

Arara Azul de Lear.

Arara Azul de Lear
Além da história, Canudos apresenta belezas naturais extraordinárias, como a Serra da Toca Velha. Mas, para chegar até lá é necessário pedir ajuda a um guia da região. A melhor opção é entrar em contato com a ACEPAC – Associação Canudense de Estudos e Pesquisa Antônio Conselheiro. Os participantes da entidade podem dar dicas importantes sobre o que ver na região e o melhor caminho para chegar até lá.
Há dois caminhos para ir até a serra: saindo da cidade pelo bairro Califórnia, em direção à fazenda de “Seu” Porfílio ou pela estrada do Rosário. A Toca Velha está na reserva ecológica que fica no Raso da Catarina (maior área de caatinga preservada do Brasil) e que, para ser visitada, é preciso autorização do IBAMA. Trata-se de um conjunto de montanhas de formação calcária impressionante.
Durante o caminho, em algumas elevações do terreno, tem-se uma visão do conjunto de montanhas que, no final de tarde, fica mais alaranjado por causa do reflexo do sol se pondo. Dando asas à imaginação, a impressão é de que entre as serras é possível encontrar no vale a cidade perdida. O cenário parece ter saído de um filme de aventura e a facilidade com que se formam arco-íris no céu leva a acreditar que, em algum lugar, está enterrado um pote de ouro.
Serra do Cruzeiro
Área de livre acesso, possui um cruzeiro de madeira que fica no pico da serra, além de da estátua de Antônio Conselheiro, barzinhos e uma capela, e de onde se tem uma visão do açude de Cocorobó e do perímetro irrigado do rio Vaza-Barris.
Histórico Cruzeiro Centenário
Rua do Cruzeiro
Data de criação – Final do século XIX
Mantenedor – Diocese
 
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